Férias, diversão e alimentação.

A mudança na rotina das crianças no período das férias é inevitável! E nossa nutricionista pediátrica Tamyres Ribeiro dá dicas interessantes de como aproveitar as férias com diversão, mas sem esquecer de manter uma alimentação saudável e equilibrada.

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 – As férias escolares podem vir acompanhadas de viagens e passeios que mudam toda a rotina de atividades que vinha sendo aplicada no período letivo. Tudo isso reflete na alimentação e, dependendo da condução dos pais, pode se tornar um problema. Sem problema se a criança acordar um pouco mais tarde, contudo não é interessante que ela perca muitas refeições. Por exemplo, caso antes a criança acordasse às 6h e agora esteja acordando às 9h, atente para o que irá ofertar! Devemos lembrar que o horário do almoço está se aproximando, assim o lanche dever ser leve para não “boicotar” a refeição seguinte. Portanto, frutas são excelentes escolhas!

- Usando as férias com sabedoria, podemos até auxiliar na diversificação alimentar da criança. É um ótimo período para envolvê-la em atividades culinárias. Os pais podem procurar receitas para realizar em conjunto com a criança, delegando atividades compatíveis com suas habilidades como: amassar a banana para colocar na panqueca ou bolo, diluir a gelatina incolor com suco de fruta, colocar as frutas picadas em um recipiente formando a salada, moldar a massa do biscoito caseiro, etc. Construir um cardápio semanal é uma ótima opção para estruturar a alimentação da criança, além de auxiliar na hora de ir ao supermercado.

- Nesse período das férias, é também fundamental evitar as trocas frequentes das refeições equilibradas por fast foods. É muito comum levarmos as crianças aos shoppings em busca de atividades recreativa. Até ai, tudo bem.  Entretanto, esses passeios costumam ser acompanhados por sanduíches com batata frita e refrigerante, além da casquinha de sorvete, a final, as crianças estão de férias e esses alimentos fazem parte, não é? Na verdade ,não….Não precisam fazer parte. O comportamento alimentar da criança é construído todos os dias e é preciso estar atento para que essa atitude não gere a sensação de premiação, que pode levar a uma relação inadequada com esses alimentos. Além disso, os fast foods são repletos de corantes, conservantes, açúcar, gorduras saturadas, entre outras coisas que prejudicam o bom desenvolvimento e saúde de qualquer pessoa, ainda mais de crianças. Então, que tal aproveitar o tempo e fazer batatas no forno, hambúrguer caseiro (com bastante hortaliças) e suco de frutas? É uma ótima opção de aventura culinária que, além de trazer benefícios à saúde, ainda aproxima a família, pois estarão construindo algo  juntos, o que é maravilhoso! Sem esquecer que pode também ser uma delícia!

 Então, vamos aproveitar as férias com muita diversão, boa alimentação e saúde!!!

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Post feito pela nossa nutricionista Tamyres Ribeiro CRN6 – 13107

Educando com amor: como ajudar seus filhos a desenvolver autonomia.

escovar os dentes

Presenciar uma criança organizando seus brinquedos, servindo um prato de comida, trocando de roupa, tomando banho, dentre várias outras atividades, é muito interessante, pois podemos notar o quanto se envolve, buscando várias tentativas e estratégias para conseguir o que deseja.

No entanto, é comum observarmos pais que por amor acabam superprotegendo as crianças, deixando pouco espaço para  que cresçam e tornarem-se independentes. Algumas  vezes, os pequenos até manifestam a vontade de fazer por si só, mas os adultos não permitem.

As facilidades proporcionadas por alguém que os acompanha o dia todo, fazendo todas as suas vontades, pode atrapalhar o desenvolvimento das crianças, fazendo com que se acostumem à situação cômoda de receber tudo nas mãos ou de sempre ter alguém para fazer tudo, tornando-as desinteressadas ou deixando-os inibidos e sem coragem para tentar e arriscar.

Além disso, no dia a dia as crianças são convidadas com frequência para passear na casa de amigos, irem a festinhas de aniversários, ao cinema, onde irão precisar de certa independência. Quando não a possuem, podem manifestar insegurança para saírem sozinhas de casa.

É importante que os pais permitam que, aos poucos, as crianças realizem algumas atividades de sua rotina com certa independência, tais como tomar banho, arrumar o material escolar, guardar brinquedos, vestir-se sozinhas, etc. O ideal é que quando as crianças forem realizar uma atividade que exija maiores cuidados, estejam acompanhadas de um adulto, que vá orientando passo a passo, até que consigam fazer sozinhas.

Para aprender uma nova habilidade, como escovar os dentes ou arrumar a mochila para a escola, os pais devem supervisionar inicialmente, orientando e mostrando o passo a passo, mas não fazendo pela criança. A medida que a criança vai aprendendo e sentindo-se mais segura, os pais podem diminuir gradativamente o nível da orientação.

Muitas vezes, é difícil ver os filhos errando ou tendo dificuldade em realizar alguma tarefa, mas é de fundamental importância para o desenvolvimento das crianças que os pais tenham paciência e lhes permitam enfrentar desafios, para que no futuro possam ser mais seguros e independentes.

Algo que também pode ajudar bastante do desenvolvimento da autonomia e independência das crianças é dar a elas pequenas atividades e responsabilidades na rotina da família. Exemplos simples são colocar a roupa usada no local correto, guardar os brinquedos diariamente, arrumar a própria cama, ajudar a tirar a louça da mesa, entre outras atividades. Importante lembrar que o nível de dificuldade da atividade varia de acordo com a idade, assim como a necessidade auxílio e supervisão dos pais.

Os filhos caminham para onde os pais lhes permitem ir. Não esqueça de permitir que seus filhos cresçam com autonomia, mas lembre-se, quando falamos de crianças, o desenvolvimento da independência, autonomia e segurança caminham juntos com suporte e afeto da família.

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Post feito pela nossa Psicóloga Ana Carolina Girão Romero. CRP-11/05928

Psicoterapia Infantil: como funciona?

Cada vez mais, pais e responsáveis procuram a ajuda de profissionais especializados  para compreender melhor o comportamento de seus filhos, melhorando o bem-estar das crianças e adolescentes e favorecendo uma interação de qualidade dentro de suas famílias.

Ao contrário do que muitos pensam, as crianças e adolescentes também apresentam dificuldades emocionais e têm a necessidade de aprender a expressar seus sentimentos de forma saudável. A psicoterapia infantil é uma especialidade dentro da Psicologia que, a partir de técnicas lúdicas e métodos específicos, ajuda crianças a encontrarem caminhos para se sentirem melhor, auxiliando na aquisição de novas habilidades para enfrentamento de situações problema. Crianças que apresentam um maior equilíbrio emocional, apresentam um desenvolvimento mais saudável, assim como aprendem com maior facilidade.

É através do brincar que as crianças aprendem a expressar seus sentimentos e processam as situações vivenciadas em seu dia a dia. Assim, na psicoterapia infantil o terapeuta deve possuir habilidades específicas, tendo sempre a mão um grande leque de recursos lúdicos a serem utilizados nas sessões com as crianças, tais como fantoches, desenho,  pintura, jogos diversos, entre outros, de acordo com a faixa etária e os interesses de cada cliente.

 Sabe-se, no entanto, que o comportamento das crianças está extremamente ligado a relação estabelecida com seus cuidadores e os modelos vivenciados em sua rotina. Dessa forma, a participação dos pais durante o processo de psicoterapia infantil é também de fundamental importância. São realizadas sessões de orientação com os pais, e algumas vezes sessões conjuntas com o terapeuta, a criança e os pais. Nas sessões de orientação, os pais os pais têm a oportunidade de refletir junto ao terapeuta sobre sua relação com a criança, assim como entender melhor o que pode estar gerando ou ajudando a manter o problema. É importante enfatizar ainda que todo o ambiente no qual a criança está inserida deve ser compreendido, sendo também foco da intervenção. Assim, outros familiares podem ser convidados a vir para as sessões, e a escola pode ser contactada pelo terapeuta.

Uma questão muito comum é qual a melhor hora para procurar um psicoterapeuta infantil. Geralmente, isto ocorre quando algum comportamento fora do usual é observado, e o contato com o psicoterapeuta pode ocorrer de forma espontânea, por uma iniciativa da própria família, ou por encaminhamento da escola ou de outro profissional que venha acompanhando a criança. Os motivos são diversos, entre eles: baixo rendimento escolar, dificuldade de socialização com outras crianças, comportamentos agressivos, ansiedade, hiperatividade, enurese noturna, grandes mudanças na rotina (separação dos pais ou morte na família), entre outras situações. Em todos os casos, o terapeuta vai procurar auxiliar a criança a encontrar novas estratégias de comportamento para lidar com o problema. É importante lembrar que a psicoterapia pode agir de preventiva, evitando problemas familiares e de comportamento nas crianças, ou reduzindo dificuldades já instaladas. Na dúvida, a melhor opção é sempre procurar um profissional especializado.

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Post feito pela nossa Psicóloga Ana Carolina Girão Romero. CRP-11/05928